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Uma década de parceria com a ciência do sono em Portugal

Há dez anos, a pesquisadora portuguesa Cátia Reis utiliza os actígrafos da Condor Instruments em pesquisas sobre sono e ritmos biológicos. Da investigação científica ao ensino de médicos e pesquisadores, a parceria acompanha a evolução de uma tecnologia desenvolvida no Brasil

Pesquisar o sono é investigar um dos processos mais importantes para o funcionamento do organismo. E a actigrafia se tornou uma ferramenta central nesse campo justamente por permitir monitorar, de forma objetiva e contínua, os ritmos de atividade e repouso, seja em ambiente controlado, seja ao longo da rotina real dos participantes.

Foi nesse contexto que a pesquisadora portuguesa Cátia Cristina Peixinho Reis conheceu a Condor Instruments. Doutorada em Saúde Ambiental pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, professora e investigadora nas áreas de sono e ritmos biológicos, Cátia trabalha com diferentes populações e contextos, incluindo população geral, atletas, militares e pacientes.

A aproximação com a Condor aconteceu em 2016, quando seu mentor, Till Roenneberg, apresentou a pesquisadora aos fundadores da empresa, Rodrigo Trevisan Okamoto e Luis Filipe Rossi. Naquele momento, a Condor ainda estava em uma fase inicial de desenvolvimento.

Desde então, Cátia passou a acompanhar de perto a evolução dos actígrafos e chegou a contribuir com sugestões para o desenvolvimento do equipamento, incluindo aspectos relacionados à construção dos relatórios e às informações mais relevantes para a avaliação dos dados.

Uma tecnologia que evoluiu junto com a pesquisa

Antes de utilizar os equipamentos da Condor, Cátia já trabalhava com actigrafia e havia tido contato com soluções de empresas como Philips e Somnomedics. A experiência com diferentes tecnologias permitiu que ela identificasse características que considerava especialmente relevantes nos equipamentos da Condor.

Entre elas estavam a robustez das primeiras versões, a autonomia e, principalmente, a capacidade de registrar diferentes informações relacionadas à exposição à luz.

“Achei super robusto o fato de ter a luz em espectro, ou seja, não tinha só a luz total”, conta a pesquisadora. Ela também destaca a presença do canal de temperatura, que considerava particularmente interessante para a identificação de períodos sem dados.

Para estudos sobre ritmos biológicos, essas informações são importantes porque permitem observar o comportamento do organismo em relação ao ambiente e reconstruir padrões que não seriam captados por uma única variável.

Suporte próximo, do laboratório à sala de aula

Para Cátia, porém, a tecnologia é apenas parte da experiência. Um dos principais diferenciais da Condor está no suporte oferecido ao pesquisador, algo que em projetos científicos com protocolos, prazos e coleta de dados com consistência, pode fazer diferença direta no andamento da pesquisa.

Essa proximidade se estende também ao ensino. Como professora, Cátia utiliza os equipamentos e o software da empresa em atividades relacionadas à actigrafia, e destaca a possibilidade de disponibilizar o software aos alunos sem a necessidade de adquirir múltiplas licenças. Isso permite que estudantes tenham contato prático com a tecnologia durante as aulas e aprendam a interpretar dados de actigrafia dentro de um contexto acadêmico.

Cátia coordena ainda cursos voltados ao ensino da actigrafia para médicos, formando profissionais em medicina do sono e ritmos circadianos.

A facilidade de uso da plataforma é o que permite que ela atenda públicos tão distintos: pesquisadores acadêmicos, professores e profissionais clínicos que precisam trabalhar com os dados sem depender de conhecimentos avançados de programação. “O programa deles é muito intuitivo e fácil de trabalhar”, afirma Cátia.

Dez anos acompanhando a evolução da ciência do sono

Uma década depois do primeiro contato com a Condor Instruments, Cátia continua utilizando e recomendando os equipamentos em seu trabalho. Sua trajetória mostra como uma tecnologia desenvolvida para pesquisa pode ocupar diferentes espaços dentro da ciência como do laboratório à sala de aula, passando por estudos com diferentes populações e pela formação de novos profissionais.

Para nós, essa trajetória traduz o que buscamos ao desenvolver tecnologia em contato direto com quem está na linha de frente da pesquisa: ouvir, aprender e transformar esse conhecimento, ano após ano, em soluções cada vez mais alinhadas às necessidades de quem estuda o sono.

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